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Ambientes com combustíveis líquidos e vapores inflamáveis apresentam potencial para incêndios e explosões, além de exposição contínua a agentes químicos como benzeno. Por isso, a implementação de medidas de controle reduz afastamentos, custos operacionais relacionados a acidentes, e melhora das condições de trabalho.
A principal norma regulamentadora relacionada à segurança em postos de combustível é a NR 20, que estabelece requisitos para armazenamento e manuseio de combustíveis, capacitação dos trabalhadores, controle de riscos de incêndio e explosão, e procedimentos de emergência. Além da NR 20, outras normas também se aplicam, como a NR 06 (Equipamentos de Proteção Individual - EPI), NR 09 (Avaliação e controle de riscos ambientais) e NR 23 (Proteção contra incêndios).
O uso correto de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) é uma das principais medidas de proteção para frentistas. Entre os mais utilizados, destacam-se luvas de proteção, calçados de segurança, uniformes adequados, e protetor solar. A escolha dos EPIs deve considerar os riscos identificados no ambiente de trabalho, além de garantir conforto e usabilidade para o trabalhador.
A capacitação, por sua vez, permite que o trabalhador reconheça riscos no ambiente de trabalho, execute procedimentos seguros no abastecimento, saiba agir em situações de emergência, e utilize corretamente os EPIs. Além disso, treinamentos periódicos ajudam a manter a equipe atualizada e preparada para lidar com mudanças operacionais e novos riscos.
No artigo de hoje falaremos sobre a importância da segurança em postos de combustível, principais riscos, medidas de prevenção de acidentes, treinamento exigido pela NR 20, e quais EPIs são obrigatórios. Continue a leitura!
Trabalhar em um posto de combustível envolve exposição constante a substâncias inflamáveis, como gasolina, etanol e diesel. Esses produtos, além de altamente combustíveis, liberam vapores que podem causar danos à saúde quando inalados com frequência.
A segurança do trabalho nesse ambiente está diretamente ligada à preservação da vida e à redução de prejuízos operacionais. Pequenas falhas podem desencadear situações graves, como incêndios, explosões ou contaminação química.
Além disso, o ambiente de um posto é dinâmico. Há circulação constante de veículos, clientes e fornecedores. Esse fluxo aumenta a probabilidade de incidentes, exigindo organização, sinalização adequada e atenção contínua por parte dos trabalhadores.
A empresa deve criar uma cultura preventiva, onde cada colaborador entende seu papel na redução de riscos. Isso reflete diretamente na produtividade, na confiança da equipe e no bem-estar do trabalhador.
Mapear os riscos ocupacionais de um posto de combustível exige uma avaliação que considere os riscos físicos, químicos, ergonômicos e de acidentes. Cada uma dessas categorias tem características próprias e requer medidas de controle específicas.
Riscos Químicos
A exposição a vapores de gasolina, diesel, etanol e GNV representa o principal risco químico para os frentistas. O benzeno presente na gasolina é classificado como cancerígeno pela Organização Mundial da Saúde e pela legislação trabalhista. A inalação desse composto está associada ao desenvolvimento de leucemia e outras doenças do sangue.
Medidas de controle:
» Instalação de sistemas de recuperação de vapores nas bombas de abastecimento
» Monitoramento periódico da concentração de benzeno no ambiente de trabalho
» Fornecimento de EPIs respiratórios adequados ao tipo de combustível manipulado
» Realização de exames médicos periódicos com foco na exposição ao benzeno
Riscos de Incêndio e Explosão
Combustíveis inflamáveis em ambientes com potencial de ignição formam uma das combinações mais perigosas. Vazamentos em bombas, manuseio inadequado de tambores e ausência de aterramento elétrico são causas frequentes de incêndios em postos de abastecimento.
Medidas de controle:
» Inspeção regular dos sistemas de abastecimento e dos tanques subterrâneos
» Treinamento em combate a incêndio com uso de extintores adequados para classe B
» Sinalização de áreas de risco com proibição de uso de celulares e fumo
» Manutenção do aterramento elétrico de todas as instalações
Riscos Ergonômicos
A postura em pé durante longos períodos, os movimentos repetitivos de encaixe de bicos de abastecimento e a exigência de manusear mangueiras pesadas contribuem para o surgimento de lesões musculoesqueléticas. Tendinites, lombalgias e síndrome do túnel do carpo são frequentes entre frentistas.
Medidas de controle:
» Implementação de pausas programadas durante a jornada
» Avaliação ergonômica do posto de trabalho
» Orientação sobre técnicas corretas de movimentação e postura
» Rodízio de tarefas quando possível
Riscos de Acidentes
Atropelamentos, escorregamentos em pisos molhados com combustível e quedas são ocorrências que aparecem regularmente nos registros de acidentes do setor. O fluxo intenso de veículos nas pistas de abastecimento aumenta consideravelmente a probabilidade de acidentes graves.
Medidas de controle:
» Demarcação visível das áreas de circulação de veículos e pedestres
» Manutenção do piso antiderrapante nas ilhas de abastecimento
» Uso de colete refletivo pelos frentistas em horários de baixa luminosidade
» Instalação de espelhos convexos em pontos cegos da pista
Reduzir acidentes exige medidas técnicas, administrativas e treinamento. Para isso, é necessário fazer um mapeamento detalhado dos riscos existentes. O profissional de segurança deve realizar inspeções periódicas, analisar os registros de acidentes e quase-acidentes e ouvir os próprios trabalhadores sobre as situações que percebem como perigosas.
Ações concretas e aplicáveis:
» Elaborar e manter atualizado o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), previsto na NR 1
» Implantar o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) com foco nas exposições específicas do setor
» Realizar treinamentos periódicos com frentistas sobre uso correto de EPIs, procedimentos de abastecimento e resposta a emergências
» Fixar procedimentos operacionais escritos para tarefas críticas, como recebimento de combustível e limpeza de bombas
» Criar canais de comunicação para que os trabalhadores relatem situações de risco sem receio de retaliação
» Investigar todos os acidentes e quase-acidentes com análise de causa raiz, implementando ações corretivas efetivas
A regulamentação de segurança em postos de combustível envolve mais de uma norma regulamentadora, o que exige do profissional de segurança do trabalho um conhecimento abrangente da legislação aplicável.
A NR 20 - Segurança e Saúde no Trabalho com Inflamáveis e Combustíveis é a principal norma aplicável ao setor. Ela estabelece requisitos mínimos para a prevenção de acidentes e doenças ocupacionais em atividades que envolvem o manuseio, armazenamento, processamento e transporte de líquidos e gases inflamáveis e combustíveis. Para os postos de combustível, a NR 20 define as condições de instalação, os procedimentos operacionais e as exigências de capacitação dos trabalhadores.
A NR 01 - Disposições Gerais e Gerenciamento de Riscos Ocupacionais também se aplica diretamente, pois exige de todas as empresas, independentemente do setor, a elaboração e implementação do Programa de Gerenciamento de Riscos. Em postos de combustível, esse programa precisa contemplar especificamente os agentes inflamáveis e tóxicos presentes no ambiente.
A NR 15 - Atividades e Operações Insalubres é aplicável quando há exposição a agentes químicos (como benzeno e derivados) acima dos limites de tolerância estabelecidos. Nesse caso, o trabalhador tem direito ao adicional de insalubridade, e a empresa deve adotar medidas para reduzir essa exposição.
Por fim, a NR 09 - Avaliação e Controle das Exposições Ocupacionais a Agentes Físicos, Químicos e Biológicos exige o monitoramento periódico dos níveis de exposição, com registros documentados e disponíveis para inspeção.
A definição dos EPIs adequados para frentistas deve ser baseada no mapeamento de riscos do ambiente de trabalho, nas exigências das normas regulamentadoras e nas orientações do fabricante dos produtos manipulados. O fornecimento de EPI sem treinamento para uso correto não garante proteção eficiente.
Equipamentos de proteção obrigatórios para frentistas:
Calçado de segurança antiderrapante e antiestático: protege contra escorregamentos nas ilhas de abastecimento e evita a geração de eletricidade estática, que pode ser uma fonte de ignição em ambientes com vapores inflamáveis.
Uniforme de trabalho com propriedades antichama: dependendo do nível de exposição, uniformes com tecido antichama reduzem os danos em caso de fagulha ou chama. A NR 20 estabelece os critérios para essa exigência.
Luvas de proteção química: necessárias para tarefas que envolvem contato direto com combustíveis, como limpeza de bombas e recebimento de cargas. O material da luva deve ser compatível com os produtos manipulados (nitrila é a indicação mais comum para hidrocarbonetos).
Colete refletivo: obrigatório para trabalho próximo à circulação de veículos, especialmente em períodos de pouca luminosidade. Aumenta significativamente a visibilidade do trabalhador.
Máscara de proteção respiratória: embora não seja de uso contínuo durante o abastecimento convencional, é obrigatória em tarefas com maior potencial de exposição a vapores, como recebimento de combustível e manutenção de bombas.
A norma exige que os trabalhadores que atuam com inflamáveis e combustíveis recebam capacitação específica antes de iniciarem suas atividades. Essa capacitação deve abordar as propriedades dos produtos manipulados, os riscos associados, os procedimentos de emergência e o uso correto dos EPIs. No caso dos frentistas, o curso deve ter carga horária mínima de 4 horas, conforme determina o Anexo A da NR 20.
Para além da carga horária, o que define a qualidade do treinamento é a abordagem prática dos conteúdos. Um curso de frentista alinhado à NR 20 deve ensinar, concretamente, como identificar vazamentos, como proceder diante de um incêndio, como utilizar o extintor adequado e como acionar os sistemas de emergência do posto.
A reciclagem periódica é outro aspecto relevante. A norma prevê que os trabalhadores sejam retreinados sempre que houver mudança nos procedimentos, nos equipamentos ou nos produtos utilizados; e também em intervalos regulares definidos pelo empregador, com base na avaliação de riscos.
A segurança do trabalho em postos de combustível exige atenção constante, conhecimento técnico e compromisso com boas práticas. O ambiente apresenta diversos riscos, que vão desde a exposição a produtos químicos até a possibilidade de incêndios e acidentes físicos.
A aplicação da NR 20 oferece suporte para a prevenção desses riscos, orientando empresas e trabalhadores sobre como atuar de forma segura. Quando aliada ao uso correto de EPIs, à capacitação contínua e à manutenção adequada dos equipamentos, essa norma se torna uma ferramenta importante na redução de acidentes.
O Instituto Aprimorar conta com treinamentos profissionais e orientações técnicas que visam garantir a saúde e a segurança dos seus colaboradores, bem como a adequação da sua empresa às normas reguladoras vigentes. Entre em contato conosco e conheça as nossas soluções para o seu negócio.
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